Ao percorrer a Patagônia, fui pega por estes altares, sua construção e localização. Estão localizados nas curvas dos caminhos, nos fazendo recordar acidentes e pessoas falecidas. Aqueles que não querem esquecer seus entes queridos, constróem-nas e ali voltam sempre para rezar. Estas imagens silenciosas, engenhosas e austeras—que emergem da solidão sulista—nos convidam a pedir milagres, pois parecem dispostas a outorgar. Talvez o maior milagre seja sua própria existência, mais além, ao sul de tudo.

— Lidia Milani